sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Menos com menos dá mais (na vida real)?

Na matemática sim, tem essa lógica inapreensível por mim, aliás como toda a matemática, e isso me confundia muito, perdia questões inteiras por esquecer de trocar o maldito sinal. Todo o esforço de alguém que podia ter desistido antes mesmo de começar, alguém que enfrentou as probabilidades pra estar ali e isso não fora considerado. Por essas e algumas outras eu desisti de estudar matemática no segundo ano do ensino médio. Me recusava a perder tempo com algo que sabia que não ter capacidade para levar adiante. Agora... Porque eu não estendo essa decisão para alguns outros milhares de campos na minha vida? Talvez nem precisasse da matemática toda, mas apenas do jogo dos sinais. “volta, volta que tu vai ter que inverter um monte de sinais nessa relação, vai se desgastar pra caramba e no final não vai dar certo”. Você é um grande sinal de menos (-) que insiste em se apaixonar por alguém tão negativo quanto você. Agora me diz, se você desistiu de matemática há tanto tempo, como acha que isso pode dar certo? Filosoficamente falando não faz sentido, não tem como estabelecer o equilíbrio. “A cabeça cheia de problemas(...) eu gosto mesmo assim...”. Eu acho que quero alguém que possa minimamente me dar respostas e insisto em me encantar por pessoas que tem tantas dúvidas quanto eu. Só as interrogações e as reticências me são charmosas. Pontos finais e exclamações são agressivos, duros, inflexíveis. Por isso gosto do português, porque ele tem a maleabilidade do significante, uma coisa, dentro da mesma estrutura, pode ser várias coisas diferentes, dependendo do contexto, e isso é encantador. É encantador... Talvez, no fim eu não queira respostas, queira só alguém pra compartilhar as dúvidas, pra deslizar nas curvas das interrogações do texto da vida...

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