Não mando mais no
querer, é ele que tem me dado o tom dos dias, das cores, das músicas
pra ouvir no banho ou antes de dormir. Totalmente submissa ao desejo,
como não me lembro de ter estado. E é um querer grande, estranho,
megalomaníaco, e ridiculamente infantil.
É da
ordem da toxicomania, uns dias sem ele e vem uma agonia meio louca,
uma angústia, uma coisa (substantivo) que coisa (verbo) dentro de
mim. Não sei o que fazer com ela, não sei como fazer com ele, mas
quando ele vem ela muda. Passa de coisa ruim pra coisa boa. Ai passa
um tempinho e ela já muda de novo. Não é mais coisa ruim, nem
coisa boa, é coisa doida. É coisa irracional, fantasística, que
quer coisas outras que a gente sabe que não são possíveis, mas
como infantil que é, de nada adianta saber, a cabeça não reina em
terra de coração.

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