quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pra dizer que eu não sei dizer onde é que isso vai dar...

Não mando mais no querer, é ele que tem me dado o tom dos dias, das cores, das músicas pra ouvir no banho ou antes de dormir. Totalmente submissa ao desejo, como não me lembro de ter estado. E é um querer grande, estranho, megalomaníaco, e ridiculamente infantil.
É da ordem da toxicomania, uns dias sem ele e vem uma agonia meio louca, uma angústia, uma coisa (substantivo) que coisa (verbo) dentro de mim. Não sei o que fazer com ela, não sei como fazer com ele, mas quando ele vem ela muda. Passa de coisa ruim pra coisa boa. Ai passa um tempinho e ela já muda de novo. Não é mais coisa ruim, nem coisa boa, é coisa doida. É coisa irracional, fantasística, que quer coisas outras que a gente sabe que não são possíveis, mas como infantil que é, de nada adianta saber, a cabeça não reina em terra de coração.


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