domingo, 27 de outubro de 2013

Do amor, da covardia e da (in)felicidade... Parece triste, mas não é!

Ultimamente eu tenho pensado muito em como as experiências passadas (a parte real e fantasiosa delas) influenciam no nosso presente e, obviamente, no nosso futuro. Eu sempre me gabei muito de ser um ser humano racional, mas também sei que isso se dá dentro da medida do possível e que (falando por mim) a racionalidade muitas vezes vem em resposta ao medo, medo é um sentimento, logo, você (eu) não está sendo tão racional assim. Bem, sendo prática no que eu quero dizer (que não obrigatoriamente é o que vocês querem ouvir), o que eu acho é que, apesar de afirmar meu posicionamento de que a felicidade não existe, eu acho que não é saudável nós vivermos sem a ilusão dela. É que nem uma corrida de cachorro... Tem aquela haste com um coelho de plástico pendurado, nós sabemos que o coelho é de plástico, mas o fato de os cachorros não saberem faz com que eles continuem o movimento em busca daquilo que querem. Da mesma forma se fosse uma corrida de coelhos, teria uma cenoura de plástico correndo na haste a fim de que os coelhos a quisessem. Com a gente é assim, muitas vezes elegemos objetos plásticos (e notem que a escolha dos plástico não foi à toa) para servirem de coelhos ou de cenouras. Precisamos elegê-los, caso contrário nossa vida não faz sentido. Nossos objetos são amores, ideais, ideias, uns mais plásticos que outros, mas não adianta sabermos (bem teoricamente) que aquele objeto é feito da fórmula básica realidade+fantasia, nós corremos atrás dele como uma unidade: realidade+fantasia=objeto que nos faz seguir em alguma direção.



Um comentário:

  1. E sem essas ilusões a gente morre, pq não vai sai do lugar. Porém é muitooo gostoso chega no final e ver que tb podia ser um coelho de verdade bem servido no molho doce e bem crocante. Hummmmm

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