Uma vez me perguntaram se o perdão existe. Guarde isto.
Outra vez eu ouvi "Olhos nos olhos" do Chico e me perguntei se aquele eu lírico havia superado o amor que o abandonara.
Ai uma vez eu amei, e tive matéria prima de sobra pra fomentar meus pensamentos...
Quando questionada sobre perdão, eu disse não acreditar nele. Eu disse que o perdão só servia pra quem quer ser perdoado, que no lado de quem foi a parte "lesionada" da história, só podia haver a superação. Então as coisas ficariam "bem" quando quem tivesse de perdoar superasse. A não ser que seja um desses seres humanos evoluídos (que eu não sou) e perdoe mesmo sem ter superado, em cima de argumento como "todo mundo erra", "amores serão sempre amáveis" ou quaisquer outros.
Ai me veio a oportunidade de saber que eu sou.
Na verdade eu sai da tal oportunidade ainda mais confusa que antes.
Porque? A pior cisa que alguém que vacila com você pode fazer é te levar a pensar racionalmente.
Eu não acho que "esfriar a cabeça" seja uma boa estratégia, porque junto da cabeça esfria o coração, e era só o calor dele que podia te salvar.
"Quando você me deixou meu bem, disse pra ser feliz, encontrar alguém... Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci, mas depois, como era de costume, obedeci..."
Não, não era dessa cabeça fria que eu estava falando.
Eis aqui a grande entrelaçada da história: Quantas vezes nós seguimos em frente, e quantas vezes nós vamos para frente? Quantos amores não nasceram em cima da mágoa de um falso perdão? Quantos novos sujeitos não pagaram a conta de um referencial ?
Será que nosso coração é que nem uma caixa de retalhos que vai acumulando restos de amores até virar uma colcha onde poderemos finalmente descansar, ou cada amor deita sob uma nova estampa?

Nenhum comentário:
Postar um comentário