terça-feira, 28 de outubro de 2014

Lou(cura) ou ninguém quis ir comigo colar lambe-lambe.


Acho que tô ficando meio louca...

De repente, meu estado comedido se esvai, e deixa solta a outra. Não sei o que pode fazer, mas eu mesma se estivesse plena de minhas faculdades mentais, me afastaria.

Do nada uma vontade de teatro, um monólogo dramático, onde eu começaria falando de algo pífio do cenário, um armário, uma lâmpada, e de repente do pífio viria a epifania. Envolveria a plateia em um mistério, desentendido, uma confusão, loucura ou genialidade? Arte.

Arte é tudo o que eu queria fazer hoje. Hoje é meu dia arte e, veja só que triste, só tenho palavras. Mas que droga! Eu queria pintar, eu queria gritar, eu queria cantar. Queria provocar olhares estranhos: “mas o que essa louca tá dizendo? Pera ai, é louca? Não se deve dar crédito aos loucos, eles são só louco e nada mais. Melhor não prestar atenção, posso ficar louco também?”

Suor, sei que isso tem a ver com o corpo, só não sei onde. É um “farnizim”, um “frivião”, diabo é isso? Deus é que não é. Acho que tem mais a ver com o diabo mesmo. Aquelas risadas provocativas, sarcásticas, de quem te olha e sabe do que tu foges.

Não fujas mais. Talvez seja esse o dilema de hoje. Não fujas mais dessa louca que te habita. Deixa sair essa tua pequena miséria ao menos um pouco. Deixa ela evaporar nas gotas de suor, goza dessa endorfina psicotrópica que ela te impregna. Tá impregnada, precisa sair, precisa gastar, tem urgência. As gotas escorrem. Mas como guardastes isto nesse corpo tão pequeno, por tanto tempo? 

E não me chame des(vai)rada porque o imperativo de ida não me deixa ficar, e eu preciso ficar, pelo menos um pouco, com pelo menos um pé na terra. Não posso ir toda, seria sem volta, seria desastre.

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