A ti minha juventude, meu frescor, minha inexperiência.
A ti meus sonhos de amor e loucura.
A ti minha entrega, tudo que fui esteve em tuas mãos.
Estive eu, nua, no calor do teu corpo.
Lá estavas tu entre o suor das minhas pernas.
A mim a tua sede, tua gana o teu ódio.
Me deste o que podia dar.
Te dei o que não podias (nem poderá) receber.
À tua embarcação mil piratas invadiram e invadirão
Às tuas oiças já imunes ao canto de mil sereis, os bons sons não chegarão.
Nosso cambio foi de fluidos tão fluidos quanto o sentimento que tu pode suportar...
És líquido, volátil, escorregadio, tua embarcação não possui âncora,
arquitetura tão condizente com a leveza do teu ser.
Eu sou o próprio porto, recebo as embarcações que por aqui quiserem ancorar,
mas entre eu e você a interseção sublimou e sumiu no ar.
Depois de ti, aos que vierem, portas abertas.
Se tu voltares, com efeito de vingança do meu frágil coração,
condenada à prisão do primeiro amor, poros abertos.

Verdadeiro, tem carne e cheiro de real. Eu senti cada palavra e me identifiquei em metade delas no doer de entregar e perder por aqueles q nunca receberam. Bjs em tu
ResponderExcluir