sábado, 2 de abril de 2011

E disse que não era bem assim, não necessariamente o fim...

Hoje, nas poucas vezes que me distrái meu pensamento foi pousar em territórios alheios. E, confesso, foram alguns instantes de prazer. Aos poucos a raiva vai passando e tudo o que fica são as lembranças de, talvez, o ser que mais consegui deixar chegar perto.
Coincidentemente, lendo "A dor de amar", dou-me conta de que esse ser "amado" do qual me recordo é totalmente fruto da minha fantasia. J.-D.Nasio coloca o ser amado como um misto do real, o que é, e da fantasia, todas as imagens e representações que imprimo nele.
Em suma, aos poucos tudo vai ficando muito mais complicado porque as impressões do real vão se esfacelando na minha mente e ela cria e recria em cima da fantasia livremente, sem as rédeas da realidade...
Complicado.

"O corpo vivo do eleito, seu corpo de carne e osso, me é indispensável porque sem essa base substrato da minha vida fantasia desabaria e o sistema inconsciente perderia o sei centro de gravidade. Ocorreria então uma imensa desordem pulsional, acarretando infelicidade e dor."

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