"Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor."
Que onda de convardia é essa que cobre os corações apaixonados?
É fato, quando nos apaixonamos criamos um ovo, tão delicado quanto esta casca que protege o vitelo e a nova vida que dele se alimenta. Sempre optamos pelo preservar em vez do arriscar.
Nosso homens são assim, são esse ovo que carregamos em nossas bolsas como um marsupial. Até mesmo quando a casca se parte e dela sai um vida completamente nova, ainda a carregamos conosco, sem deixá-la partir para se aventurar, uma vez que nós, mulheres apaixonadas, somos essa fêmea protetora que não quer arriscar perde esse que fora cutivado e conquistado a custa de tanto choro contido, tanta cabeça baixa e tantas privações.
O ruim é que nem todas possuem o "sensor de quebra" que apitada deseperadamente no limiar entre a incerteza do amor e a certeza da dor.
Hoje fazem 15 anos que Caio Fernado atracou em seu porto.
Para vocês, alguns trechos deliciosos e dolorosos que chegam a assustar de tão verdadeiros:
"Tinha esquecido o perigo que é colocar o seu coração nas mãos do outro e dizer: toma, faz o que quiser."
"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros." (essa daria uma boa tatuagem)
"Só quero ir indo junto com as coisas (...) até um lugar que não sei onde fica, e que você até pode chamar de morte, mas eu chamo de porto" (DEVIR)
"Para mim é horrível eu aceitar o fato de que eu tô em disponibilidade afetiva."
E essa, pra fechar:
"A gente teve uma hora que parecia que ia dar certo. Ia dar, ia dar, sabe quando vai dar?"
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