
Tempo, olhos, ouvidos, dor, gel, luz e pena.
Um turbilhão de coisas vindo à tona. Medo do escuro, procura. Experiência. Percepção. A percepção e a atenção podem ser guiadas pela orientação. Gosto tanto da solidão que escreveria um ensaio sobre ela. Medo da solidão. "Quero colo, vou fugir de casa, posso dormir aqui, com você?". Quero quase sempre. Quero pause. Distração. "Distraídos venceremos"? Quero parar de pensar em ninguém e em tudo. Quero pensar em alguém e em nada. Quero o escuro a dois. Pêlo. Pele. Cheiro. Dor.
Sinestesia.
Quero ver o cheiros, sentir as cores e movimentos. Quero gozar em silêncio esse meu não passar duas vezes no mesmo lugar. Quero poder não querer, apenas estar. Ser sempre sendo. óculos, vírgulas, passos, ácidos e épicos. Fruição inconsciente. Quero os sons. Cantar como nunca. Calar como nunca. Sentir o absoluto. Dançar o infinito. Terminar entre lençóis, tonta, atordoada, arrependida. Confusa.
Vento. Quero o vento no rosto arrepiando o meu cabelo já bagunçado. Pingos d'água. Enxurrada deles.Frio. Vento frio. Corpo quente. No fim da cama quatro pés se aquecendo mutuamente. Sem pensar.
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