E a dádiva dos desamores.
Não conseguiríamos odiar se não cultivássemos lembranças ruins,
e amaríamos muito mais sem elas...
Em tempos onde a tecnologia dispõe de inúmeras alternativas externas de memória,
tendemos a ter mais desamores que amores...
Na parede ocupada por poucas prateleiras que guardavam momento seletos e importantes,
que fizeram por onde merecer uma vaga suada nas lembranças,
hoje temos inúmeras caixas de sombras, sem nomes nem significantes, só números e significados.
Tudo em blocos, preto no branco, sem muito espaço para cores ou formas alternativas.
São fitas, CDs, disquetes, pendrive... Num desses você guarda as provas que reafirmam os afastamentos,
em outro você guarda as músicas que te trazem lembranças de dias bons.
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