quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Nunca o vazio me pareceu tão assustador como hoje. Depois de um dia acometida por uma dor de cabeça horrível, um fragmento de tarde incrivelmente simples e bom, e mais um sono profundo, a ideia da morte veio me assombrar. Esse fantasma que não liga se o ignoramos, porque independente disso ele se mostra um dia.
E como a morte é mote pra muita coisa, inclusive para a vida, eu fui escancarada por uma parte de mim mesma. Contato direto com os seus medos, isso é real. Contato direto com todos aqueles fantasmas que, ao contrário do primeiro que falamos, crescem com a sua indiferença. Diria até que, além de crescerem, reproduzem-se.
Agora tudo no que é penso é o meu medo diante da vida, o quanto ela tá me parecendo boa e o quanto ela pode parecer ruim.

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