Desde que eu entrei na faculdade que a minha linha de raciocínio acerca do homem vem se estruturando exatamente nessa perspectiva de metamorfose em que se baseia o devir. Isso fica claro pra mim em tudo o que eu penso, observo, enfim, até no nome do blog. Aliás, em um paradoxo daqueles geniais eu penso em tatuar a palavra devir. Uma palavra que vai se eternizar no meu corpo significa exatamente a "aeternização", a mutabilidade, a inconstância.
Bem, eu comecei a escrever isso porque, apesar de compreender a lógica desse dinamismo todo a que estamos presos por sermos seres de linguagem, isso tudo tá me irritando. Provavelmente seja o contexto de recentes percas, mas eu simplesmente tô vendo tudo escorregar pelos espaços entre os meus dedos como um líquido qualquer que eu sinto, vejo, mas não tenho a estrutura impermeável pra represar. É legal ser rio, mas às vezes eu queria ser represa. Poder ver um ciclo inteiro da água, criar vínculo com o que quer que seja. Essa volatilidade toda tá me deixando vazia e, quanto mais eu procuro ao redor por coisas sólidas, mais eu vejo o vazio.
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