sábado, 24 de março de 2012
Final alternativo Final.
E as histórias na vida real tem uns desfechos que não se comparam aos dos grandes romances, mas pelo menos elas acabam. E o fim... Ah, o fim é sempre a deixa pra um novo começo. Parecia que eu sabia que tava perto.
No mercantil:
Eu: Ei, é você mesmo?
Ele: Oi...
silêncio estranho. De dois estranhos que já se envolveram a tal ponto que eu nem sabia que duas pessoas podiam se envolver daquele jeito.
Ele: E ai? Ainda tá fazendo psicologia?
Eu: Tô
Não era eu ali... Era alguma substituta que mandaram enquanto em tava em choque. Era como se as coisas acontecessem, mas eu estivesse apenas assistindo.
Ele tava com uma criança no carrinho. Que, aliás, foi a minha salvação. Era na criança que eu concentrava a atenção.
Eu: É o teu filho?
Ele: É sim, danado!
Eu: Coisa mais linda. Tão fofo.
E o menino gostou de mim. Agarrou o meu dedo e não queria mais soltar.
Ele: E aquela ali na frente é a minha mulher. E me juntei...
Eu olhei rápido, com medo de ela olhar pra trás e estranhar ver o marido conversando com uma estranha no super mercado.
Ele: E o teu pai? Ainda tá com negócios lá no interior?
Eu: Tá. Tá, mas a gente tá morando aqui agora.
Ele: E o teu irmão?
Eu: Tá ali, ó.
Ele: Tá enorme.
Nessa hora ele acenou pro meu irmão e cumprimentou ele de longe.
Eu: Pois é, tá um homem. Maior que o meu pai.
Mais um pouco daquele silêncio desconcertante...
Ele: e o teu número ainda é o mesmo?
Nesse momento abriu-se uma fenda no tempo. E eu finalmente cheguei a conversa. Cheguei apenas pra decidir que era hora dela acabar. Nós não éramos mais os mesmos. Ele era um pai de família, com filho e esposa e lista de compras. Eu agora sou uma jovem mulher, com todo um mundo pra conquistar, um universo de coisas a descobrir. Solteira, desimpedida, mas que tinha alguém no coração. Uma gestalt aberta... Um alguém que às vezes não me deixava ir em frente. Mas agora esse alguém se diluíra bem ali na minha frente. Não éramos mais aqueles dois que tinham sintonia, que se gostavam, se desejavam. Eu pensei em todas as vezes que eu pensei nele. Em todas as vezes que eu peguei o telefone pra ligar. Em todos os caras que eu imaginei que não chegassem aos pés dele. E agora ele tava ali, na minha frente. Mas ele não era ele. E eu não era eu.
Eu: Vô indo. Tudo de bom.
Olhei pro bebê: Tchau bebê!
Não olhei pra trás. Cada passo que eu dava era uma passo estranho, de alguém mais leve. Era uma sensação estranha, muito estranha. É como se só aos poucos eu caísse em mim... O que tinha acontecido. Como se aos pocuos eu me desse conta do fim. Fim
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