sábado, 31 de março de 2012

ensaios sobre meu narcisismo....

Raissa, a mulher que não amava os homens...
Não por serem homens, mas é que o seu narcisismo a levava muito mais na direção 
de ser amada que de amar.
Sobre os homens que a amavam, é fato que o narcisismo de outra pessoa 
exerce grande atração sobre aqueles que renunciaram a uma parte de seu próprio narcisismo 
e estão em busca do amor objetal.

Porque metade de mim...

"Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas 
como prece e nem repetidas com fervor... 
Apenas respeitadas como a única coisa que resta 
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
(...)
Metade de mim é o que eu penso
Mas a outra é um vulcão."


"Não é o prédio que está caindo, são as nuvens que estão passando!"




*Citado por um grande amigo que não vejo a tempos, mas que quando aparece na minha vida é só pra lembrar o quanto eu o amo e o quanto ele é importante pra mim. E, em mais uma dessas de não entender a linguagem do universo, ele aparece e diz isso que traduz muito do meu momento atual.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Gal Costa - Ensaio - "Folhetim"




É dessas horas que a gente quer jogar os falsos moralismos de lado e ser de alguém sem sentir nada...
Ser dessas mulheres que só dizem sim!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Sobre gestalts que se fecham e tudo a seu tempo...



E é só aos poucos, em dose homeopáticas de acontecimentos, que você aprende as coisas da vida. Aprende que tudo tem o seu tempo e a sua razão. Muitas vezes são razões que vão além da nossa compreensão, mas em algum lugar do universo elas tem uma função e fazem um sentido. Aprende que não importa o quão cética você seja, a vida vai te pregar peças, apender que por mais que você procure entender a linguagem dos homens, nunca entenderá muito da linguagem do universo. Aprenderá que um olhar nunca será igual ao outro, pois por aqueles olhos já se passaram muitas outras coisas. Aprenderá que percas e finais muitas vezes são apenas condições para novos começos, e aquisições e que olhar pra trás às vezes implica em vínculos prejudiciais com o passado. Aprende que não existe a pessoa certa, apenas a suficiente. Aprende que você tem que se colocar em primeira pessoa do singular para que as outras pessoas e os outros modos se encaixem e façam sentido na sua vida. 

sábado, 24 de março de 2012

Final alternativo Final.



E as histórias na vida real tem uns desfechos que não se comparam aos dos grandes romances, mas pelo menos elas acabam. E o fim... Ah, o fim é sempre a deixa pra um novo começo. Parecia que eu sabia que tava perto.

No mercantil:

Eu: Ei, é você mesmo?
Ele: Oi...
silêncio estranho. De dois estranhos que já se envolveram a tal ponto que eu nem sabia que duas pessoas podiam se envolver daquele jeito.
Ele: E ai? Ainda tá fazendo psicologia?
Eu: Tô
Não era eu ali... Era alguma substituta que mandaram enquanto em tava em choque. Era como se as coisas acontecessem, mas eu estivesse apenas assistindo.
Ele tava com uma criança no carrinho. Que, aliás, foi a minha salvação. Era na criança que eu concentrava a atenção.
Eu: É o teu filho?
Ele: É sim, danado!
Eu: Coisa mais linda. Tão fofo.
E o menino gostou de mim. Agarrou o meu dedo e não queria mais soltar.
Ele: E aquela ali na frente é a minha mulher. E me juntei...
Eu olhei rápido, com medo de ela olhar pra trás e estranhar ver o marido conversando com uma estranha no super mercado.
Ele: E o teu pai? Ainda tá com negócios lá no interior?
Eu: Tá. Tá, mas a gente tá morando aqui agora.
Ele: E o teu irmão?
Eu: Tá ali, ó.
Ele: Tá enorme.
Nessa hora ele acenou pro meu irmão e cumprimentou ele de longe.
Eu: Pois é, tá um homem. Maior que o meu pai.
Mais um pouco daquele silêncio desconcertante...
Ele: e o teu número ainda é o mesmo?
Nesse momento abriu-se uma fenda no tempo. E eu finalmente cheguei a conversa. Cheguei apenas pra decidir que era hora dela acabar. Nós não éramos mais os mesmos. Ele era um pai de família, com filho e esposa e lista de compras. Eu agora sou uma jovem mulher, com todo um mundo pra conquistar, um universo de coisas a descobrir. Solteira, desimpedida, mas que tinha alguém no coração. Uma gestalt aberta... Um alguém que às vezes não me deixava ir em frente. Mas agora esse alguém se diluíra bem ali na minha frente. Não éramos mais aqueles dois que tinham sintonia, que se gostavam, se desejavam. Eu pensei em todas as vezes que eu pensei nele. Em todas as vezes que eu peguei o telefone pra ligar. Em todos os caras que eu imaginei que não chegassem aos pés dele. E agora ele tava ali, na minha frente. Mas ele não era ele. E eu não era eu.
Eu: Vô indo. Tudo de bom.
Olhei pro bebê: Tchau bebê!
Não olhei pra trás. Cada passo que eu dava era uma passo estranho, de alguém mais leve. Era uma sensação estranha, muito estranha. É como se só aos poucos eu caísse em mim... O que tinha acontecido. Como se aos pocuos eu me desse conta do fim. Fim

terça-feira, 20 de março de 2012

"Um pequeno oásis de fatalidade, num deserto de erros..."

Hobby.

Hobby - son.

If I lay here...


If I just lay here...
O chão é mais confortável.

Quem escreveria essa história, da garota deitada vendo o movimento alternado de sol e lua, 
o voo dos pássaros, o passar de cada segundo, todo o meu corpo tocando o chão, 
cabeça, linha do peito, costas, calcanhar.Com as pernas esticadas e 
os braço ao longo do corpo... 


segunda-feira, 19 de março de 2012

Da sutileza dos vínculos...



Eu não suportaria uma traição. Talvez por isso eu não suporte um compromisso.

Que dirá ela? Que dirá a terrível consciência. aquele espectro no meu caminho?

                                                                            Chamberlain - Pharronida






sexta-feira, 16 de março de 2012


Por mais que eu tente te esquecer... 
Basta fechar os olhos e tenho você.

quinta-feira, 15 de março de 2012

- E o que quer dizer cativar?

- É uma coisa meio fora de moda...
  Significa criar laços.

A quanto tempo você não se sente realmente cativado por alguém?


terça-feira, 13 de março de 2012

E quando seu pensamento vai além, você deve segui-lo ou deixá-lo ir?
E quando as circunstâncias te dizem mais do que você deveria saber?
De quem é essa informação? O fato de você tê-la a torna sua?
Quais os seus direitos sobre ela? Vale mesmo a pena induzir o raciocínio a
seguir a velocidade da percepção?

Sou cego, não nego, Enxergo quando... quiser!

sexta-feira, 9 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

isso não existe  isso não existe  isso não existe  isso não existe
isso não existe  isso não existe  isso não existe  isso não existe
isso não existe  isso não existe  isso não existe  isso não existe
esse nó existe esse nó existe esse nó existe esse esse nó existe.

terça-feira, 6 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Das Ding

"É como se você quisesse sair daqui e ir pra outro lugar, do outro lado da cidade. 
Você sabe pra onde quer ir, então tem que se decidir pelo melhor caminho para se chegar até lá."

Tempo de tomar a decisão mais importante da minha carreira, 
ver onde "a coisa" vai me levar.




‎"Forever I shall be a stranger to myself. 

In psychology as in logic, 

there are truths but no truth."

                                                                                                 (Albert Camus)




e entramos no âmbito das verdades...