terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Lista de coisas que parecem redundantes, mas fazem todo o sentido...
  • Homo sapiens sapiens: segundo meu grande professor Osterne, o homem que sabe que sabe. Toda a diferença.

  • O desconhecido desconhecido: porque o desconhecido é o que não se sabe e o desconhecido desconhecido é o que não se sabe que não se sabe, no discurso de um ex-secretário de defesa americano, citado por Humberto Gessinger.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


Moram em mim 
fundos de mares, estrelas-d'alvas
ilhas, esqueletos de animais,
nuvens que não couberam no céu,
Razões mortas, perdões, condenações,
Gestos de amparo incompleto,
O desejo do meu sexo
E a vontade de atingir a perfeição.
Adolescências cortadas, velhices demoradas,
Os braços de Abel e as pernas de Caim.
Sinto que não moro.
Sou morado pelas coisas como a terra das sepulturas
É habitada pelos corpos.
Moram em mim
Gerações, alegrias em embrião,
Vagos pensamentos de perdão.
Como na terra das sepulturas,
Mora em mim o fruto podre,
Que a semente fecunda repetindo a vida
No sereno ritmo da Origem.
Vida e morte,
Terra e céu, 
Podridão, Germinação,
Destruição e criação.

Adalgisa Nery. "Cemitério Adalgisa", de Poemas (1937)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Insights, aventura, coragem, erro, felicidade, razão, assumir, desafios, evolução, menos do mesmo, novo, medo, porque não? Porque sim? tomar as rédeas, mudar... Sabe quando você tá se fodendo todinha, mas ainda tá de boa? Aquele assombro do 'errado' se foi!Não é errado, só não é tão certo. Porque ai entra mais um monte de coisas... O limite entre usar e ser usado, ou não usar nada nem ninguém. O grande desafio, assumir lugar de grande, ser e merecer. Ai o assumir traz consigo algumas muitas expectativas a serem correspondidas, mas, e daí? Não vim até aqui pra desistir agora. Aliás, como seria um padrão do meu antigo eu. Não é que exista um nov eu, só algumas substituições. A vida é assim, coisa que entra, coisa que sai, coisa que entra e sai, coisa que não entra e não sai, foraclusões, recusas, recalques, lembranças... Até agora tá tudo bem! Não que você se importe, mas eu aviso por aqui se melhorar! ;)

sábado, 17 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Cantar é...

ter regiões de onde se entra e se sai as escuras... 

chegar sem saber pra onde estar indo...

é um caminho psíquico, instintivo, 

um traço mnêmico...

onde o som é o achado de uma exploração.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Um dia eu vou dizer:  

"Eu era jovem e fingia não saber o que tava acontecendo, mas eu sabia o que tava acontecendo."

Mas, hoje, é que eu realmente sou jovem, posso até saber o que tá acontecendo, só não me acho na obrigação de saber o que fazer.
Pais: Os causadores que nem sempre são culpados.
Tem mais presença em mim, o que me falta.



Manuel Bandeira

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

         Porque essa é a brecha do meu narcisismo...
Vou ao delírio com uma plateia basicamente composta de músicos me venerando e gritando o meu nome.
Nunca acredito ser boa no que faço, nem que agora eu seja plena, mas me orgulho do meu potencial.
O blues me acolheu e eu lhe sou grata.
Não é um estilo fadado ao fim, porque, ao contrário do que alguns pensam, sabemos fazer música além do rótulos. Há uma gama infinita de possibilidades.
E continuo na busca pelo registro ;)

       I'm the lady who sings the blues

sábado, 3 de dezembro de 2011

Amor?


Onde começa e onde termina?
Qual o limite entre zelo e violência?
Amor?
Um documentário interessantíssimo baseado em relatos reais de pessoas em situações ambíguas de amor, dependência e violência.
Atuações simples e impecáveis.
Vale a pena conferir ;)