domingo, 13 de março de 2011

E depois da tempestade...

Ainda tô no furacão, mas agora com novos elementos.

Passou o carnaval e dele trouxe alguns débitos e outros "créditos" (nem sei se posso dizer assim...).
Como tudo é aprendizagem, continuo aprendendo que tudo muda, só o que permanece é a mudança.Acredito que tive um desfalque de duas grandes amizades nesta festa da carne. N]ao sei se perdi os amigos, afinal eles ainda estão lá e eu ainda estou aqui, mas como palavras uma vez lançadas ao vento jamais poderão ser domadas, as circunstâncias entre nós jamais serão as mesmas. Para mim, o que importa nisso tudo é que saio de cabeça fria. Fui mais que uma amiga para ambos. Eu e essa minha síndrome de mãe que ainda vai dar muuito na minha cara até eu aprender que as pessoas não precisam de mim e que se assim o parece, apenas esperam uma oportunidade para me colocarem no meu devido lugar: intrusa!
Agora, quanto a isso, eu tenho um protesto!
Tudo bem que agora eu tô numa depressão do caralho, as coisa não têm dado muito certo, mas, para uns e outros por ai, sim, eu suporto a felicidade. Eu sei acordar feliz sem motivos, eu sei rir feito boba de uma piada sem graça, eu ver beleza no que inegavelmente é feio, eu ser extrair o mais belo néctar das flores mais simples. Sei e por muitas vezes o fiz. Fiz sozinha e fiz ao lado das pessoas que tinha como essenciais na minha vida.
A vocês que aos poucos destroem o meu mundo, um dia, lá na frente, vocês estarão bem fadigados dessas felicidades instantâneas que não suprem nem uma planta e eu estarei lá...de pé vestindo o meu melhor sorriso e convicta de que consigo ser feliz com as coisas simples da vida. Aos poucos vou aprendendo, como diria Alex Supertramp, que "a felicidade só é real quando compartilhada".

Vida nova, Raissa.
Novas pessoas, novos lugares, novos projetos, novas sensações, novos "agente mediadores externos" (uma lousa que comprei pra colocar no quarto e servir de agenda gigante), novos medos, novas dores, enfim...


"Só choro às vezes porque a vida me parece bela (O sol. As cores. As coisas). Mas é de emoção, não de dor. Tá tudo certo."

Caio, meu Lindo!

Ah, quanto ao que veio a mais...
Senhor, perdoei essa minha pulsão maldita que encontra abrigo nos braços alheios que me embebedam com uma ilusão fálica. Dai-me discernimento de tempo e espaço quando estiver em berço esplêndido e, se possível, nem me deixe nele repousar. Não estou pronta para lhe dar com tais sensações avassaladoras que me arrepiam os cabelos com o poder de uma simples lembrança, mas, se assim o for, Senhor, que o seja de corpo e alma. Que esse novo inquilino se instale nas minhas entranhas e que eu possa, pela primeira vez, desfrutar de algo puro, verdadeiro, e essencialmente recíproco. Amém!

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