sábado, 18 de setembro de 2010

E ela sublima como ninguém...


Só para deixá-los com água na boca, um trecho de "Onde estivestes de noite"

Sente o título:
TEMPESTADE DE ALMAS

"[...]Tenho que falar pois só falar salva. Mas não tenho uma só palavra a dizer. As palavras já ditas me amordaçam a boca. Se desse a loucura da franqueza, que diriam as pessoas às outras? E o pior é o que se diria uma pessoa a si mesma, mas seria a salvação, embora a franqueza seja determinada no nível consciente e o terror da franqueza vem da parte que tem no vastíssimo inconsciente que me liga ao mundo e à criadora inconsciente do mundo. [...]Quantas mentiras sou obrigada a dar. Mas comigo mesma é que eu queria não ser obrigada a mentir. Senão o que me resta?"

É incrível como ela passeia entre o conceito de livre associação e dança como uma bailarina por entre seu verdadeiro e seu falso self. Posso imaginar Freud e Winnicott com os olhinhos brilhando...


Agora a parte em que os meus olhos brilham:

"A eletrola está quebrada e não viver com música é trair a condição humana que é cercada de música..."

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