sábado, 7 de julho de 2012

Depois de grande a gente tem vontade de voltar a ser pequeno e ter a vida regrada pelos pais, as escolhas feitas por outros, não ter que ter tanto cuidado. Não saber o significado de sensatez, não ser apresentado à maioria das tentações. Não perceber que as leis só existem para proibir aquilo que quer ser feito. Não ter que ser exposto ao aversivo pra saber o que lhe é reforçador. Não vê que o mundo não é justo, que tá tudo errado mesmo, e que tudo que se pintava colorido era preto e branco. Saber que você não vale por suas capacidades e que, uma hora, ser certo estará errado, porque a música que você sempre ouviu tá tocando na hora errada, e essa nova música pede uma coreografia totalmente diferente, uma dança quase esquizofrênica onde você se perde no meio de uma nuvem de fumaça que deixa sua vista turva. É quase como se você tivesse que se guiar por intuição, mas tem muito barulho ao redor, e ás vezes fica difícil de se entender o que tá pensando...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Às vezes a loucura vem pra nos livras de um mundo são.
Sanidade é um conceito relativo.
Mas entrar no mérito da relatividade é entrar em loop infinito.
Às vezes eu fico pensando se eu vivo em um mundo compartilhado, ou se eu só acho que é assim.
Porque de todas as coisas simples do mundo eu caio nas complicadas?
Há tempos existo em algum lugar do mundo. 
Será que alguém nos aguarda do outro lado do tempo?