segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobre auomatismos, modificações no circuito neuronal e Nitendo...


Esse semestre tô fazendo uma cadeira de neurofisiologia. Algumas semanas de aula já me convenceram de esse lance todo de sistema nervoso é pura química.Muitas coisas na vida são pura química.Jesus Cristo...como quando rola química é bom.Jesus...como química é chato!Enfim, o X disso tudo é que a minha professora falou sobre aprendizagem e eu achei muitolegal.Ela disse que basicamente, fisiologicamente falando, aprender se baseia em repetição. A primeira vez que você faz alguma coisa sempre vai ser a mais difícil (neurologicamente falando).Nas próximas vezes o seu circuito neuronal vai se adaptando até o ponto daquela tarefa se tornar um mero automatismo.Os automatismos são uma faca de dois gumes. Por um lado eles te poupam de uma tensão danada. Evitam que você pense em cada passo do procedimento em questaõ, mas a parte ruim é que você acaba não apreciando o processo, não presta atenção, perde a magia e deixa os seus neurônios preguiçosos. Uma dica: quando estiver com um tempinho sobrando, tente realizar tarefas habituais do seu dia a dia de um jeito diferente, ande pelo outro lado da calçada, pegue o caminho mais longo, usa a outra mão para realizar certas atividades, enfim, exercite seus neurônios!O automaismo também se encaixa em certos aspectos não biológicos. As vezes nós taxamos as pessoas meio automaticamente.Se bem que isso é culpa da vida. São os nossos mecanismos de defesa. Benditos mecanismos de defesa.Malditos mecanismos de defesa. Eles podem te livrar de inúmeros sofrimentos e evitam esse acúmulo desnecessário de tensão psíquica, mas, por outro lado, eles te privam de muitas boas surpresas. Nem tudo é o que parece ser. Nem todo mundo potencialmente ruim é ruim.Nem toda potencial perca de tempo é inútil.Droga.O que eu já devo ter perdido por causa dos meus inúmeros, eficiente e quase nunca falhos mecanismos de defesa. Cara, eu tenho tantos mecanismo de defesa quando aqueles joguinhos de nitendo. Eu sou uma espécie de pemutação de Mário, Sonic e Donkey Kong.Ainda bem que eu tô percebendo isso a tempo...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Bem vindos de volta à vida, 33!


13/10/10
13+10+10=33
A conta foi feita pelo presidente do Chile.
33 nos remete ao famoso bilhete:
"Estamos bem no refúgio, os 33."

Eles ficaram retidos nas entranhas úmidas e calorosas da mina por causa de um desabamento ocorrido em 5 de agosto numa galeria num nível superior. Durante 17 dias, acreditou-se que eles estavam mortos, até que uma pequena sonda conseguiu chegar à área onde eles se encontravam, trazendo de volta um bilhete que se tornou famoso: "Estamos bem no refúgio, os 33."

As primeiras especulações do resgate não eram nada animadoras...
chegou-se a cogitar 4 meses...
O nome da capsula que os trouxe de volta à superfície é "fênix".
Os 33 mineiros renascidos das cinzas voltaram à vida como fênix...
Isso ainda vai dar um filme, podem anotar...
Um filme sobre novas pespctivas de vida.
Eu fico aqui só imaginando o que esses mineiros vão dizer ao mundo!
Coisas do tipo:
"Quando eu tava lá, o que eu mais queria era sentir o sol nos meus olhos.Aquela sensação de ofuscamento. Aquele sol que fica mesmo quando você fecha os olhos..."
Fico imaginando com quantas pessoas eles irão se reconciliar.
De quantas coisas eles se arrependeram.
Quantas promessas não foram feitas.
Que vínculos foram criados entre esses 33 homens!
Quantos deles conseguirão levar uma vida normal depois disso.
Quantos terão fobias...
Pesadelos...
Daqui a alguns anos eles todos juntos, com as suas respectivas famílias fazendo um churrasco no quintal de casa e pensando:
"Se não fosse aquele incidente, nós não estaríamos aqui, todos reunidos. Eu proponho um brinde, um brinde ao destino que nos uniu."
E talvez o filho de um deles se apaixone pela filha de outro deles e se casem e sejam muito felizes...


Mineiros, muito provavelmente vocês não lerão o meu blog, mas, eu desejo uma linda vida nova!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ainda os outros sublimando por mim, mas agora a dor...




"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."
(Ao som de "A Seta e o Alvo"- Paulinho Moska)



Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.

(ao som de "Canção pra você viver mais"- Pato Fu)


Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo...
(Ao som de "Dois Barcos" -los Hermanos)


"É dificil aprisionar os que tem asas"
(30.000 pés-Pato fu)

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar."
(Ao som de "Sorte e Azar"- Pato Fu)



"Meu coração tá ferido de amar errado."
(Ao som "Rubi- Ludov)

"Subi correndo no primeiro bonde, sem esperar que parasse, sem saber para onde ia. Meu caminho, pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde".

(Ao som de "1.8" - Pato Fu

A minha...


Por várias vezes passamos um pelo outro.
Como em um universo paralelo.
Paralelamente.
Em vidas paralelas.
Quebrando as regras das paralelas: duas retas que só se encontrarão no infinito.
O infinito é aqui.
Ainda paralelos.


"E tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo (...) que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era..."